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Sofrimento e fidelidade
13/05/2008 - 07:26

Coluna do Polêmico
Renato Abreu
renatopolemico@hotmail.com
O futebol tem marcas que às vezes desafiam a inteligência. Ao que parece o sofrimento no esporte da bola tem o enorme poder de aumentar a freqüência de torcida nos estádios. É uma espécie de resposta imediata do torcedor. A fidelidade em resposta ao sofrimento. Por isso o Corinthians, nos seus 23 anos de jejum de títulos paulista só viu crescer sua vibrante torcida. Um fato incrível. Agora os números do Campeonato Brasileiro nos levam à mesma constatação. Quem não se lembra do Bahia na série C, e seus públicos na casa dos 30 mil por jogo. Uma festa para a maior torcida do Nordeste. Em 2006 o fenômeno se repetiu com o Galo mineiro que pagou prenda disputando a série B. Agora o fenômeno se repete com o Corinthians. Seu público de 32 mil 232 pagantes em seu jogo de estréia, na vitória por 3 a 2 diante do CRB, foi o maior do final de semana. Ficou à frente dos 31 mil 660 pagantes de Coritiba e Palmeiras, o maior da série A, a divisão de elite. O pior público da A ficou com o jogo do Canindé com incríveis 2 mil 495 pagantes. Com isso a média de público foi de 12 mil 197 pagantes. Na série B, tirando o Bahia que empatou em casa com o Fortaleza, todos os demais mandantes fizeram o dever de casa, como aliás, é regra na segundona para quem deseja se dar bem.

Desembarque Atacante Fábio Oliveira marcou a sua chegada para amanhã quando passará primeiro por avaliação médica antes de assinar com o Fortaleza. Existem rumores que o atacante tem uma contusão no joelho.

Demora
O atleta alega que a demora para a sua apresentação em seu novo clube é por conta de seu desligamento de sua última equipe, o Itumbiara onde Fábio sagrou-se campeão Goiano de 2008.
Fim da novela O meia Mazinho Lima já treina normalmente no Pici ao lado de seus novos companheiros. Ontem, Mazinho deu explicações à imprensa sobre seu novo contrato com o Fortaleza. Sua contratação dividiu o clube e por isso a responsabilidade aumentou. Mazinho teve o aval do técnico Heriberto da Cunha.

Aposta
A diretoria do Leão está apostando numa grande presença de público para o jogo de sábado, 16 horas, contra o Paraná, no Castelão. A estréia do bicampeão diante de sua torcida.

Disponíveis
Por isso os ingressos para a estréia já estão disponíveis para a torcida tricolor nos pontos de vendas espalhados na capital cearense. Os preços são os seguintes: Cadeiras Superiores (R$ 15,00) e Cadeiras Inferiores (R$ 30,00).

Promoção
Estudantes pagam meia-entrada em todos os setores. Está mantida a promoção que dá as mulheres o direito de pagar apenas R$ 5 em qualquer setor. A idéia é repetir o sucesso ocorrido nos jogos finais do Estadual.

Tabu
A série B manteve a escrita de dificultar ao máximo a vida de quem joga fora de casa. Foi assim a primeira rodada onde apenas o Avaí, comandado por Silas, ex-Fortaleza, venceu fora de casa, exatamente diante do Paraná, adversário do Leão do próximo sábado.
Nada fácil Como aconteceu nos anos passados a vida dos visitantes não será nada fácil. Ano passado, foram 77 vitórias em 380 jogos. Três times marcaram três gols, o máximo da rodada: ABC, Corinthians e São Caetano.

Média
Foram marcados 27 gols, média razoável de 2,7 por partida. O São Caetano conseguiu a vitória mais significativa, nos 3 a 0 sobre a Ponte. Ceará e Fortaleza tiveram bons resultados, como aliás já analisou a coluna de ontem.

Fora
O Corinthians pega o Gama fora de casa nesta segunda rodada. Vamos ver se prevalece a vantagem dos mandantes em cima do Timão, favoritíssimo a voltar à divisão de elite em 2009.

Equilíbrio
Se os mandantes voltaram a ganhar, quer dizer, se a tônica se mantiver na segunda rodada, o campeonato seguirá equilibrado, mas é aí que a série B mostra seu charme e os favoritos começam a despontar com vitórias fora de casa.É o caso do Ceará que pega o Vila Nova nesta quarta-feira em Goiás.

Destaque
Na vitória do Coritiba diante do campeão paulista, o Palmeiras, no estádio Couto Pereira, o destaque no Coxa foi o meia Michael, ex-Fortaleza, que marcou o primeiro e mostrou coletividade, ao, na frente do gol tocar para o companheiro ao lado marcar o segundo.

Renato Abreu