Aposta errada
25/06/2008 - 07:50 |
Coluna do Polêmico
Renato Abreu
renatopolemico@hotmail.com |
Sei não, posso até me enganar, mas se eu fosse dirigente do Fortaleza não teria fechado com o técnico Barbieri. Currículo por currículo, Marcelo Vilar e Argeu dos Santos estão bem melhores que ele. É um técnico caseiro demais que só ganhou título, dois no total, do Campeonato Catarinense. Treinou times como o Sertãozinho (SP), Guarani , Portuguesa, Paraná e Criciúma. Não é da primeira linha e ainda vai precisar de um bocado de tempo para conhecer o grupo, estabelecer uma tática para o time e coisas do gênero. A opção dos dirigentes leoninos parece que foi mesmo pelo quesito financeiro. E olha que chegaram a pensar em Luiz Carlos Cruz, o que seria um retrocesso danado. De qualquer maneira, Barbieri vai entrar numa fogueira daquelas. O time vem caindo pelas tabelas, carece de auto-confiança e anda perdendo o apoio da torcida. Quer dizer: Barbieri vai precisar dar respostas rápidas. Se não conseguir, começará a ser desgastado cedo demais. Por isso preferia ver um técnico que conhecesse logo o time, os jogadores, o ambiente tricolor. Não tiveram coragem de apostar no Argeu dos Santos, que foi escolhido, inclusive com o meu voto, o melhor técnico do campeonato estadual. Fizeram um mistério grande demais para um solução de tão pouco impacto. De qualquer maneira, em respeito ao profissional, resta torcer para que ele acerte. Para o bem do Fortaleza. Aliás, esta série B com times tão medíocres, era a competição ideal para o sucesso de Ceará e Fortaleza. Nunca esteve tão fácil subir. Mas é preciso um time competente para isso. Vamos aguardar que Barbieri mostre talento e que tenha um pouco de sorte.
“Tenho confiança da minha capacidade”, disse Barbieri ao falar à imprensa cearense. Vai precisar muito mais que isso.
Crise São nítidos os sinais de crise no Fortaleza. Financeiramente, a equipe nunca esteve tão mal. Seu patrocinador maior, a torcida, parece abandonar o time e troca o estádio pelos aparelhos de TV. O técnico anunciado não causou o menor impacto.
Tem mais O tricolor começa a fazer lista de dispensa. Taílson (já vai tarde) é o primeiro a dançar. Igor, meio-campo, também está saindo e indo jogar no CRB. A lista é pequena demais, cabe muito mais gente.
Hospital Enquanto isso o zagueiro Juninho está com dores na coxa e está fora do jogo contra o ABC, sábado. O volante Leandro torceu o tornozelo direito no treinamento desta segunda. É dúvida para sábado. O atacante Fábio Oliveira, de quem se esperava muito, fará ressonância magnética para avaliação de sua recuperação. Vale rezar.
Jogo duro Barbieri está sendo aguardado hoje no Pici para ser apresentado aos jogadores. Deve usar linha dura ou então vai fracassar como Heriberto. Existem no Pici jogadores muito mal acostumados. Ou ele joga duro ou vai para a lona também.
Parado Falando ao site Futebol Interior, Barbieri confidenciou que estava parado, desempregado e vivendo em Campinas aguardando propostas. Tá explicado. Seu último clube foi o Sertãozinho, durante o Campeonato Paulista. Chega com seu auxiliar-técnico Fernando Ribeiro. A Copa é nossa Na Copa da Suécia, o Brasil finalmente superou o trauma de 1950 e se tornou campeão do mundo. Nas palavras, do cronista esportivo e dramaturgo Nelson Rodrigues, o país se livrou do 'complexo de vira-lata'.
Complexo 'Por complexo de vira-lata entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo', teorizava Rodrigues sobre a derrota no Maracanã para o Uruguai, que só foi vingada oito anos e duas Copas depois.
Volta por cima 'O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima', cravou Rodrigues. Mas, com um futebol ofensivo, a seleção venceu cinco das seis partidas, marcou 16 gols, sofreu apenas quatro e pôs abaixo a tese do autor da peça 'Vestido de Noiva'. Do site UOL.
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