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SINDROME BURNOUT EM ÁRBITRO DE FUTEBOL
16/12/2008 - 07:24

Arbitragem
Valter Ferreira Mariano
Na arbitragem de futebol, sempre se ouve falar: TAL ÁRBITRO não conseguiu passar no teste físico, não foi bem em tal partida, caiu o rendimento, mas pouco se ouve dizer a respeito dos motivos que conduziram a tais acontecimentos. Essas situações podem conduzir o árbitro a desistir dos treinos de forma efetiva e eficaz, pois ele se sente esgotado tanto no aspecto físico, quanto psíquico e social. A esse esgotamento damos o nome de síndrome de burnout.
Os autores Weinberg e Gould (2001) conceituam a síndrome de burnout nos esportes como sendo uma resposta psicofisiológica de esgotamento exibida como resultado de esforços freqüentes, às vezes extremos e, geralmente, ineficazes para satisfazer demandas excessivas de treinamento e competições.
No caso específico da arbitragem de futebol, já se ouve falar em síndrome de burnout, pois os que se dispõe a vestir a camisa da Arbitragem de Futebol, atuam também em outras atividades paralelas. Diante de um estado de exaustão no trabalho, os árbitros deixam de lado até as próprias necessidades. O estresse aparece no contexto do trabalho, sendo que a qualidade deste fica comprometida pela relação estabelecida entre o árbitro e a sua Federação. Essa queda de rendimento pode ser um sinal de que o árbitro está sendo acometido pela síndrome do burnout em sua fase inicial e isso agrava ainda mais a pressão sobre o mesmo.

Nesse momento, o árbitro necessita realizar uma arbitragem correta, porém a impossibilidade de atuar certeiramente, só aumenta a tensão, e aparece um erro atrás do outro, sempre na tentativa de acertar, ele erra. Com isso, o resultado positivo não aparece, o rendimento começa a cair - os treinos passam a ser desmotivados e instala-se a síndrome do burnout, e essa situação quando começa a se repetir, termina na desistência de tudo que o motivou até então, no “Quadro da Arbitragem”.

Por isso é imprescindível o trabalho do Psicólogo Esportivo, que além de ajudar a identificar suas dificuldades, auxilia a ampliação da consciência no que se referem às suas limitações, experiências, competências e habilidades esportivas, promove medidas profiláticas durante a atuação do atleta, e mobiliza instrumentos valiosos no sentido de favorecer respostas ao ser humano como um todo.
Este fato ressalta a necessidade do trabalho mental atrelado ao trabalho físico e técnico, dos possíveis ajustamentos criativos, e de encontrar prazer na prática esportiva, além de pertencer a um grupo de escuta, e acolhimento, deixando de lado os diversos motivos que podem levar um árbitro ao esgotamento e conseqüentemente aos erros na sua prática.

Smith (1986) afirma que a síndrome do burnout é mais freqüente em atletas de esportes individuais, por serem mais competitivos, de alta exigência física e psicológica, devido à natureza repetitiva e monótona dos treinamentos, além de menor suporte social dos companheiros de treinamento.
Muitos dos aspectos que compõe o universo da arbitragem, em conjunto com o trabalho psicológico, ajudam de forma relevante os árbitros a traçarem algumas estratégias para um desempenho mais adequado, e ao mesmo tempo a prevenir mal estar, síndromes, e patologias de qualquer natureza.
Por último, é fundamental que os próprios árbitros conheçam seus limites, e de posse de sua singularidade, sejam capazes de gerar respostas confiáveis e corretas perante as diferentes atribuições de sua vida.

Nota: Este artigo foi escrito pela Dra. Marta Aparecida Magalhães de Sousa, Psicóloga, Clínica - Escolar – Esportiva, CRP 06/24.728-1
SHOW DE ABRAÇOS: Dra. Marta Aparecida Magalhães de Sousa, aos árbitros Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, Sálvio Spinola Fagundes Filho, Wilson Luiz Seneme, Paulo Cesar de Oliveira, Mauricio Antonio Fioretti, Marco Antonio Monteiro Bagatella, Marcelo Carvalho Van Gasse, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, Marcelo Luis da Silva, José Henrique de Carvalho, Herman Brumel Vani, Guilherme Cereta de Lima, Gilberto Corrale, Giovani Cesar Canzian, Cleber Wellington Abade, Claudson Lincoln Beggiato, Ana Paula da Silva Oliveira, Aline L. Lambert, Luciano Guilherme Coelho, Fabio Bonato, Vinicius Furlan, Raphael Clauss, todos da Federação Paulista de Futebol e a todos que fazem deste site ser um grande sucesso na web. Para finalizar, um show de abraços em especial a minha amada esposa Rita de Cássia. Até a próxima...