Entrevistas Especiais


É CASO DE POLICIA


Data: 02/08/2006

Denúncia: o ingresso "bate-volta" voltou no Estádio Castelão


Para azar dos cambistas e dos porteiros do Castelão, um delegado de polícia flagrou uma mutretagem que há anos existe naquela praça de esportes. Eu, por exemplo, venho denunciando a marmota desde 1994, quando de um jogo entre Ceará e Linhares, pela Copa do Brasil. O escândalo da evasão de renda ganhou as manchetes, mas, ao que parece, pouca coisa mudou nesse tempo todo. Mas vamos voltar aos dias atuais.

Foi no sábado passado, quando jogavam Ceará e Sport. Para azar dos marmoteiros, o deputado Delegado Cavalcante (PSDB) estava por lá e presenciou a eficiência do famoso ingresso bate-volta, aquele que é vendido várias vezes e sangra a renda, uma vez que somente a primeira venda é computada. O bate e volta é resultado da ineficiência da administração do Castelão. A isso se soma a desonestidade de pessoas que se envolvem nisso para ganhar dinheiro, óbvio.

Para começo de conversa, as catracas eletrônicas do Castelão não funcionam. Se tudo estivesse OK na entrada, o ingresso não poderia ser reaproveitado. Depois existe a cumplicidade entre o cambista e o porteiro. E aí é o nó do problema, pois o pessoal do quadro móvel é de responsabilidade do estádio e, por isso, da Secretaria da Juventude.

Da tribuna da Assembléia, o deputado Cavalcante chamou a atenção para o problema. Pediu até a instalação de um inquérito. Daqui vou meter novamente minha colher neste angu. Rogo ao secretário Guedes Neto, jovem e disposto a acertar na Sejuv, que tome as providências.

É fácil combater, basta querer, e tenho certeza que o Secretário vai desejar combater esse roubo que nos envergonha, empobrece os clubes e termina afastando o torcedor dos estádios. O ingresso bate-volta está de volta. Que vergonha!

PS. Algumas providências para combater o “bate-volta”.
1. Reciclar ou mudar (rodízio) no quadro móvel;
2. Fiscais em ação (rodando o Castelão) durante todo o jogo;
3. Ingressos magnéticos e catracas eletrônicas funcionando;
4. Combater os cambistas impondo limites na compra de ingressos. O bilheteiro que descumprir perde o emprego;
5. Finalmente moralizar a venda de ingressos de meia.

Ela nunca é encontrada nas bilheterias mas sempre está nas mãos dos cambistas. Por quê? Porque existe um negócio paralelo que beneficia muita gente. Com a palavra a SEJUV.

À disposição
Este site fica à disposição do secretário Guedes Neto (foto) para apoiar medidas moralizadoras no Castelão. É fácil acabar com a desonestidade que cerca nossas praças de esportes. Vamos pelo menos tentar?

Por Renato Abreu
Foto: Emanuel Santos
Equipe Show de Futebol



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